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Fórum Econômico Mundial e as métricas ambientais

31/01/2020

O Fórum Econômico Mundial, realizado na semana passada em Davos, deixou como uma de suas marcas a relevância das questões ambientais. Foi até chamado de ‘Davos Verde’ e teve seu Manifesto atualizado, passando a afirmar que “Uma empresa é mais do que uma unidade econômica que gera riqueza. Ele cumpre as aspirações humanas e sociais como parte do sistema social mais amplo. O desempenho deve ser medido não apenas no retorno aos acionistas, mas também em como ele atinge seus objetivos ambientais, sociais e de boa governança”.
Dentre as iniciativas ambientais, destacamos a publicação do relatório Toward Common Metrics and Consistent Reporting of Sustainable Value Creation, que propõe um conjunto comum de métricas nas áreas Ambiental, Social e de Governança e as diretrizes para divulgá-las.
As propostas foram elaboradas pelo Conselho Internacional de Negócios (IBC), composto por aproximadamente 120 executivos-chefe altamente respeitados e influentes de todos os setores. Em particular, eles discutiram o desafio que as empresas enfrentam na demonstração de criação de valor a longo prazo para todas as partes interessadas em uma base internacionalmente consistente em todos os setores.
A existência de várias estruturas de medição e relatórios e a falta de consistência e comparabilidade das métricas foram identificadas como pontos problemáticos que impedem a capacidade das empresas de demonstrar de forma significativa e credível o progresso que estão fazendo em sustentabilidade, incluindo sua contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
As propostas publicadas no relatório foram organizadas em quatro pilares alinhados com os ODS: Princípios de Governança, Planeta, Pessoas e Prosperidade. Elas são extraídas, sempre que possível, dos padrões e publicações existentes (como a Global Reporting Initiative, o Sustainability Accounting Standards Board, a Task Force, etc.).

As métricas foram classificadas em principais e expandidas. As principais são métricas majoritariamente quantitativas para as quais as informações já estão sendo relatadas por muitas empresas (embora geralmente em formatos diferentes) ou podem ser obtidas com um esforço razoável. Eles se concentram principalmente em atividades dentro dos próprios limites de uma organização.
As métricas expandidas tendem a ser menos bem estabelecidas nas práticas e padrões existentes e têm um escopo mais amplo da cadeia de valor ou transmitem impacto de maneira mais sofisticada ou tangível, como em termos monetários.
As métricas principais estão relacionadas com Mudança Climática, Degradação da Natureza e Disponibilidade de Água Doce. E as expandidas também incluem poluição do ar e da água, resíduos sólidos e disponibilidade de recursos.
A Avaliação do Ciclo de Vida possui ampla participação nas métricas definidas no pilar “Planeta”. Segundo o relatório, é importante considerar os impactos ambientais ao longo de toda a cadeia de valor (ou 'ciclo de vida') de produtos ou serviços para entender a relevância dos impactos ambientais e se representam uma ameaça à criação de valor a longo prazo.
O objetivo central é que essa proposta de métricas e diretrizes para a divulgação ajudem ainda mais a aumentar o nível de transparência e alinhamento entre empresas, investidores e todas as partes interessadas, com o objetivo de construir uma economia global mais sustentável e inclusiva.
Para mais informações sobre as métricas acesse o relatório completo.